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O amarelinho do Rio é patrimônio da cidade

Crivella fala sobre funcionamento de app e torna taxistas patrimônio cultural do Rio

Prefeito afirmou que objetivo é garantir segurança e preço justo aos passageiros e proteger a renda dos motoristas. Taxistas do projeto não vão precisar aferir taxímetros.

Táxi do Rio de Janeiro
Crivella posa com taxistas em lançamento de aplicativo (Foto: Alessandro Ferreira/G1)

 Mais segurança para passageiros e motoristas, tarifa menor e até o fim das diárias pagas pelos taxistas auxiliares são algumas das metas almejadas pelo prefeito Marcelo Crivella com a entrada em funcionamento do aplicativo Táxi Rio, lançado nesta segunda-feira (29). O aplicativo passará por uma fase de testes até 29 de julho, antes de ser liberado para o público.

Na solenidade realizada no Palácio da Cidade, em Botafogo, Crivella também assinou um decreto que torna o táxi patrimônio cultural carioca. Segundo ele, as duas medidas – decreto e lançamento do app – se somam e transformam os taxistas em agentes da prefeitura.

“Quando o serviço estiver funcionando plenamente, será possível ao taxista nos informar sobre qualquer problema na cidade, de um buraco no asfalto à ocorrência de assaltos em um local. Vamos, na verdade, integrar os táxis à gestão da cidade”, afirmou o prefeito, destacando o fato de que os motoristas cadastrados serão monitorados em tempo real pelo Centro de Operações Rio (COR), significando também mais segurança para os passageiros.

“A prefeitura, em todas as campanhas publicitárias, alertará a população para que use o aplicativo e o patrimônio cultural carioca, que é o táxi amarelinho”.

Presidente do Iplan-Rio, órgão responsável pelo desenvolvimento do Táxi Rio, Fábio Pimentel explicou que o objetivo é ter um novo modelo de gestão do serviço de táxis na cidade. Ele apontou como principais vantagens para os motoristas a redução de custos, já que os após hoje existentes cobram taxas que chegam a 17% do valor da corrida.

“Também não será mais necessário aferir o taxímetro, que será substituído por uma ferramenta do próprio aplicativo. Para o passageiro nada mudará: ainda será possível pegar um táxi na rua, apenas estendendo o braço. O valor da corrida será informado assim que o passageiro disser para onde quer ir”, garantiu.

Dois meses de teste

O aplicativo já está sendo testado por 20 taxistas, que atuaram junto ao Iplan-Rio no desenvolvimento da ferramenta. Na próxima quinta-feira (1), será aberto um cadastramento para a fase de testes de rua, com 150 motoristas e 300 usuários, recrutados entre funcionários da prefeitura por 60 dias.

Em sua fala, Crivella também ressaltou que haverá benefícios para os taxistas que aderirem, como a exclusividade de acesso a grandes eventos – ele citou o Rock in Rio como possível meta. Lembrando que já trabalhou ao volante, o prefeito disse ver o app como um caminho para o fim da cobrança de diárias dos motoristas auxiliares, o que chamou de “sonho de Conde”, em referência ao ex-prefeito Luiz Paulo Conde e ao movimento “Diária Nunca Mais”.

“Como o aplicativo terá tarifa dinâmica, o ideal é que o auxiliar passe a pagar uma comissão por cada corrida que fizer. Fui taxista e sei que não dá para trabalhar dia e noite. Carro e motorista não aguentam”, disse Crivella.

“Também estamos protegendo a economia popular e lutando contra o ‘dumping’, porque se os táxis acabam e fica só a Uber, os preços fatalmente vão disparar”.

Mais detalhes sobre o aplicativo no site oficial do projeto.

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