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Easy deixa transporte privado e volta ter apenas táxi

Com a chegada da Uber ao Brasil, a migração do transporte individual ao modelo de carros particulares, em detrimentos dos táxis, parecia um caminho irreversível. Principalmente quando os protestos dos taxistas foram, aos poucos, vencidos pelas regulamentações que permitiram, oficialmente, essas atividades.

Empresas que atuavam como facilitadoras do transporte por táxi, como 99 e Easy, aderiram a esse mercado, mas nesta semana, pela primeira vez, uma das companhias deu um passo no sentido contrário. A Easy, que tinha até então no Easy Go seu serviço de transporte em carros particulares, enviou comunicado ao mercado avisando que voltará, a partir da próxima segunda-feira (18), a trabalhar apenas com táxis. “A decisão foi embasada no reconhecimento da relevância deste modelo no atual mercado de transporte e o grande potencial como facilitador na mobilidade urbana do país”, diz a nota. O Easy Go funciona em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Flickr/Dskley

A Easy afirma ter identificado cerca de 141 mil taxistas nas 12 principais capitais no Brasil, e a principal fonte de corridas, segundo a empresa, ainda ocorre fora dos aplicativos. Assim, a decisão ocorre no sentido de concorrer com maior eficácia com esse modelo tradicional de corrida de táxi. “Nosso maior concorrente é ainda a corrida de rua, e é atrás destes pedidos que vamos trabalhar nossa estratégia Brasil” diz o CEO da Easy no Brasil, Fernando Matias.

A ideia é manter o preço mais acessível – o valor do serviço de táxi foi o que levou muitos usuários a preferir os carros particulares da Uber e similares, que são mais baratos. Serão operados serviços economy, regular e plus, com diferentes faixas de preço. “Além de garantir melhorias e segurança para passageiros e motoristas de táxi, vamos aprimorar ainda mais os níveis de atendimento, transparência e reforçar parcerias que tragam benefícios aos usuários do aplicativo. Queremos o táxi cada vez mais acessível, inclusive viabilizar estratégias com o transporte coletivo”, explica Matias.

A Easy diz estar comunicando os motoristas do Easy Go da decisão, e afirma que não irá se opor ao trabalho de transporte privado realizado por outras empresas. “Apesar do encerramento do Easy Go, a Easy é favorável à livre concorrência e entende o benefício da diversificação de serviços no fomento à inovação e qualidade dos níveis de transporte”, afirma o CEO da companhia.

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