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Motorista do Uber é acusado de agredir passageiro no Gonzaga

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A solicitação de uma corrida até a Vila Nova, em Cubatão, foi o suficiente para que um uberista agredisse fisicamente um estudante de 28 anos, na sexta-feira de manhã (31), no Gonzaga, em Santos.

De acordo com a vítima, ao tomar conhecimento do destino, o motorista afirmou que não seguiria viagem, pois sabia que a intenção do passageiro era a de assaltá-lo. Depois de uma troca de xingamentos, o estudante pediu para o condutor cancelar a viagem e desembarcou do carro, um Fiat Idea prata. Foi então que se iniciou o ataque.

Fora de si, o motorista, identificado apenas por Nivaldo, também desceu do automóvel e derrubou a vítima no chão, na Avenida Ana Costa. Na sequência, bateu seguidamente com a cabeça da vítima no chão, e lhe desferiu socos e chutes. Ferido no rosto, no braço e nas costas, o passageiro também teve seu telefone celular destruído.

“Quando falei que queria ir a casa da minha mãe, em Cubatão, ele recusou a viagem e disse que eu queria roubá-lo. Não entendi e perguntei se não aceitaria a corrida. Ele falou que não, e repetiu que eu o assaltaria. Disse que não era ladrão e pedi para cancelar a solicitação, pois pediria outro carro. Foi aí que começou a me xingar. Retruquei as ofensas e desci batendo a porta. O motorista também desceu e partiu para violência”, conta o estudante, sob anonimato.

Vítima foi agredida com socos e chutes, além de ter o celular destruído (Foto: Alexsander Ferraz)

“Alguém vai pagar”

Ao fim das agressões, o uberista retornou ao Idea e deixou a Avenida Ana Costa, onde a viagem começaria. Machucado, o estudante foi ao 2º DP de Santos e relatou o ocorrido à delegada Daniela Perez Lázaro. Orientada, a vítima foi à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central para receber atendimento e, posteriormente, ao Instituto Médico-Legal (IML) de Santos fazer exame de corpo de delito.

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“Tenho uma testemunha das agressões que se colocou à disposição para me ajudar. Já acionei um advogado, e vou processar a empresa por agressão física, danos morais e materiais. Tentei obter os dados do motorista para processá-lo, mas a Uber se recusou a me fornecer. Alguém terá que responder por isso que fizeram comigo”, acrescenta o estudante.

Medo diário

A vítima revelou que tem andado assustada e com medo de retaliações pelo agressor. Principalmente porque o motorista sabe onde ele mora. “Não vou negar que sinto medo. Tomo muito cuidado ao sair de casa. Quem me bateu tem o meu endereço”.

Cliente desabafa: nada justifica

Logo após as agressões, a vítima, sem telefone celular, usou o aplicativo do Uber no aparelho da namorada para apresentar queixa contra o motorista.

“A empresa me pediu para enviar fotos das lesões e do boletim de ocorrência. Solicitaram também as placas e o modelo do carro. Inicialmente, disseram que arcariam com todas as despesas hospitalares. Mas avisei que já havia passado por atendimento médico. Eles, então, me informaram que não me passariam os dados do motorista e que só voltariam a se manifestar mediante acionamento judicial”, relata.

Diante do que aconteceu, o que mais surpreendeu o estudante foi o desequilíbrio emocional do uberista.

“Eu não sei se ele estava com problemas pessoais ou se já foi assaltado antes. Mas a verdade é que ele era muito despreparado. Nada justifica o que ele fez comigo. A Uber precisa fazer exames psicológicos nos seus funcionários, porque eles levam o nome da empresa. Não podem dar emprego a alguém como esse motorista”, desabafa a vítima.

Procurada por A Tribuna por meio de sua assessoria de imprensa, a Uber não se manifestou até a publicação desta reportagem.

FONTE: A TRIBUNA

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