Conheça o valor do táxi em diversas cidades pelo mundo

Ranking de site de hospedagem mostra que diferença de preço da corrida de até 1 km em 50 cidades pode variar 31 vezes

Pesquisa realizada pelo site de hospedagem britânico Silverdoor Apartments, divulgada pelo portal turístico Lonely Planet, com táxis de 50 grandes cidades ou capitais, mostra que o preço médio das corridas pode ter uma diferença de até 31 vezes, na comparação entre o mais barato e o mais caro.

Para o cálculo, o site de hospedagem considerou o preço de partida mais o valor de percurso de uma milha, que equivale a 1,6 quilômetro. Os valores foram divulgados em libra pela Silverdoor e convertidos em reais por A Tribuna.

O troféu de corrida de táxi mais cara do mundo ficou para Genebra, na Suíça. Na cidade, onde não há falta de demanda para transporte, pois lá fica uma das sedes das Nações Unidas, o preço é de R$ 55,45, pouco acima de Oslo, na Noruega, onde o setor de petróleo inflaciona o custo de vida em vários setores. Lá, o valor fechou a R$ 54,46. Imagine-se nessas duas localidades com um deslocamento de dez quilômetros. O melhor é ficar com o transporte público.

Nas dez mais, somente a japonesa Tóquio, com R$ 39,84, fica fora da Europa, continente com nove colocações. Não se deve esquecer que Tóquio é a maior metrópole do mundo, com quase 40 milhões de habitantes e com deslocamentos que podem ser proibitivos para quem anda de táxi. Nessa cidade, há uma comodidade. Os motoristas sempre abrem a porta para você, com controle acionado no painel da direção.
Táxi londrino tem a terceira corrida mais cara do mundo, segundo a pesquisa (Foto: Shutterstock)

A pesquisa na verdade se baseou em 50 países e escolheu uma cidade de cada para representá-los. No caso do Brasil, a selecionada foi Brasília, que aparece com o 36º maior preço, com R$ 10,25, ou 15º se considerado o ranking dos mais baratos.

Superbarato

Cairo, no Egito, tem o valor mais em conta. A corrida de táxi até o primeiro quilômetro custa modesto R$ 1,77. Considerando apenas o valor nominal, na cidade egípcia é possível rodar 31 quilômetros para pagar o mesmo valor de Genebra para um só quilômetro.
Em Cairo, o preço é tão barato que o segundo lugar, ocupado pela Cidade do México, cobra quase o dobro – R$ 3,38. Nova Délhi, na Índia, está em terceiro com R$ 3,95.

No ranking das mais baratas, os resultados por continentes são mais democráticos. Das dez, quatro ficam na Ásia e três na Europa. Duas estão na África e apenas uma nas Américas.

Aplicativo também tem conta salgada

Para que lamentar o preço do táxi se tem aplicativo de transporte compartilhado? O problema é que nem todas as cidades possuem o app. Helsinque só voltou a ter Uber na última quarta-feira.

Além disso, usar esse tipo de app não é economia garantida, pois é óbvio que vai acompanhar os custos elevados locais com combustíveis e taxas públicas. Exemplo disso é Oslo.

Sem conhecer as linhas de ônibus em norueguês e não encontrar táxis no bairro dos museus, um turista usou o Uber, mas apareceu apenas um veículo UberBlack, que é a modalidade mais cara. O trajeto de 11 quilômetros feito em 16 minutos custou na época R$ 240,00. Pelo menos a viagem foi feita em um Jaguar XF, com motorista paquistanês poliglota em um terno impecável.
Para saber se uma cidade tem app, os aplicativos fazem localização automática. Já o site do Uber permite estimar o preço. Acesse www.uber.com/pt-BR/cities/. O Uber tem concorrentes. Pesquise opções.

É claro, prefira sempre transporte público. Mas se prepare para preços caros nas cidades mais ricas. Em Copenhague e Estocolmo, a passagem avulsa, fora dos pacotes com desconto, custa quase R$ 20,00

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