Motorista da Uber que agrediu passageiro com taco vai a júri popular

Decisão já havia sido tomada em abril, mas a defesa do acusado, Edson de Oliveira Ramos entrou com recurso; a Justiça negou.

Mariana Machado – Especial para o Correio
A 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) negou o pedido de recurso do motorista de Uber Edson de Oliveira Ramos para não responder em júri popular pelo crime de tentativa de homicídio duplamente qualificado. Em 22 de julho do ano passado, ele agrediu um passageiro com um taco de beisebol, em um estacionamento no Sudoeste.
Na madrugada do dia em questão, o motorista buscou Napoleão Lopes Guimarães Neto e um amigo em um bar no Setor de Indústrias Gráficas (SIG). Assim que os dois entraram no carro, o motorista reclamou que os passageiros teriam demorado. No caminho até o destino, os três discutiram e quando chegaram ao Sudoeste, Edson saiu do automóvel com o taco e agrediu a vítima com golpes na cabeça.
Em 24 de abril, o juiz Paulo Afonso Correia Lima Siqueira do Tribunal do Júri determinou que o acusado fosse a júri popular e considerou que o crime teve motivo fútil, utilizando objeto que impossibilitou a defesa da vítima. A data para o julgamento ainda não está marcada.
O mesmo juiz já havia negado que o acusado pudesse responder em liberdade e determinou em sentença que a prisão preventiva fosse decretada, em face da gravidade do crime. “Não verifico qualquer modificação fática que pudesse ensejar a soltura do acusado”, disse em documento.
O advogado de defesa, Divaldo Teophillo de Oliveira disse ao Correio, por telefone, que eles não irão recorrer da decisão do juiz e vão aguardar o júri.

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