Nova lei do táxi exige exame toxicológico obrigatório para taxistas

Taxistas deverão realizar o exame a cada 12 meses

Exame toxicológico passa a ser obrigatório para taxistas (Foto: ShutterStock)

A partir da próxima semana, os taxistas de Porto Alegre também terão que realizar o exame toxicológico. Desde 2016, os caminhoneiros devem se submeter aos exames toxicológicos para atestar condições de dirigir veículos pesados por longas horas nas estradas que cortam o país.

A principal reivindicação dos caminhoneiros quanto a esse assunto sempre foi de que o modelo deveria ser implementado para todos os outros profissionais. A demanda foi ouvida, mas, por enquanto, apenas a capital gaúcha passará pela implementação do teste para a categoria.

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Porém, a ideia é de que essa decisão abra espaço para incentivar outras cidades e, um dia, a norma se torne nacional. “O caso dos táxis é muito importante por causa de acidente. Mas tem outra vantagem: a segurança para quem está sendo transportado. Caminhões levam cargas e, nesse caso, é uma garantia para as pessoas”, analisa o prefeito da cidade, Nelson Marchezan Júnior (PSDB).

A partir da publicação da nova Lei dos Táxis, em 6 de junho, os taxistas deverão realizar o exame a cada 12 meses. Os caminhoneiros, por exemplo, precisam repetir o teste uma vez a cada dois anos.

Mais alterações

Com a lei que obriga o exame, há outras mudanças. Por exemplo: a cor do veículo passa do vermelho ibérico para o branco. A alteração foi solicitada pelo sindicato local por questão de economia — a adequação custa em torno de R$ 2,5 mil por veículo, mas a compra pode ficar mais barata.

As mais pertinentes aos clientes, entretanto, dizem respeito ao histórico criminal do motorista, à possibilidade de a corrida ser filmada para garantir a segurança do passageiro e ao sistema de monitoramento a GPS, por exemplo.

“Outro diferencial é a biometria. Agora, o taxímetro só vai ligar com a digital do motorista, ou seja, só dirige o táxi aquele profissional que passou em todos os exames”, explica Marchezan.

Além da aumentar a competitividade com os aplicativos móveis — com uma maior credibilidade —, a ideia é de que as viagens fiquem mais seguras. “As mulheres preferem pagar o aplicativo por causa da segurança. Com esses diferenciais, não há dúvida em dizer que ele vai ser o meio mais seguro do Brasil”, garante o prefeito.

Na cidade, a frota de táxis é composta por 3,9 mil carros. Existem, no entanto, 10,8 mil condutores de táxi cadastrados na Empresa Pública de Transporte Coletivo (EPTC), além de 153 pontos fixos e 177 livres.

Uma das polêmicas em torno do mesmo exame para caminhoneiros era a questão do custo: o motorista interessado paga pelo exame. No caso dos taxistas, quem banca os R$ 200 do teste é o profissional ou a empresa contratante. “Toda a mudança enfrenta barreiras. Quando tivermos os resultados da modernidade do uso da tecnologia, isso vai ser copiado”, afirma Marchezan.

Com informações do Correio Braziliense

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