Ponto de táxi, o melhor custo benefício para o taxista.

Ponto de táxi em São Paulo

A partir da decada de 1990 os pontos de táxi que se espalharam por todas as esquinas da capital Paulista foi um grande avanço na organização da categoria.

Rodoviárias, aeroporto sempre teve ponto de estacionamento dos táxis, a organização desses pontos nas esquinas de grande movimento, hotéis se deu de uma forma orgânica. Meia duzia de taxistas começavam  parar em determinado local de movimento de pessoas, hospitais, clínicas medicas e laboratórios, ali se conheciam e estava formado o ponto, o segundo passo era formalizar junto ao DTP- Departamento de Transporte Público as vagas de estacionamento.

O número de táxis era de acordo com a demanda e era aumentado quando os próprios taxistas achavam que era preciso, para isso acontecer bastava um dos permissionários coletar assinaturas de 50% mais um dos demais taxistas do ponto e levar ao DTP.

Ponto de táxi no bairro de Perdizes

Onde há varias pessoas vivendo em comum, mesmo sendo pelo mesmo propósito pode haver desentendimento, para por fim a desavenças, o departamento de transporte público em 2000 a portaria 070, com as normas de conduta para os taxistas nos pontos de táxi.

Umas das exigências das normas dos pontos de táxis da cidade de São Paulo, é o coordenador do ponto, eleito pelo voto direto dos demais membros. No início os taxistas de empresa eram proibidos de votar, serem votados e eleitos coordenadores de ponto.

Isso terminou em 2015 quando o SIMTETAXI Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores nas Empresas de Táxi de São Paulo reivindicou e foi atendido através que da portaria 022/2015 que os taxistas das empresas (frotas) que tem ponto pudessem ser coordenadores de ponto.

Muitas foram as mudanças no sistema de táxi da cidade de São Paulo, principalmente com a chegada dos aplicativos, muitos pontos de táxi foram deixados  em segundo  plano. Em 2016 a portaria 079/2000 foi reeditada com novos diretrizes  sobre a criação e funcionamento dos pontos, publicada com o número de 216/2016.

Qual o melhor  custo benefício para o taxista, ponto de táxi, aplicativo ou radio táxi?

Vamos demonstrar a abaixo, com números, como o ponto de táxi ainda e o menor custo para o taxista ter passageiros.

Vamos pegar como parâmetro um ponto que tem uma estrutura mínima, telefone, água potável, energia elétrica e dias funcionários e trinta taxistas, com o custo médio da mensalidade de $200,00 (duzentos reais) com essa estrutura é um bom ponto de táxi, com certeza tem um bom número de corridas. Se o taxista fizer no ponto $2000,00 (dois mil reais) pagando duzentos reais por de mensalidade, esse valor equivalerá a 10% do seu faturamento com o ponto.

Vamos fazer essa mesma conta nas corridas feita pelo taxista através dos aplicativos, em media o custo para o taxista é de 13% por corrida, em alguns aplicativos soma se a esse valor mais $2,00 ( dois reais) por corrida. Fazendo setenta corridas, o taxista pagando 13% mais dois reais por corrida, o custo sera de $400,00 (quatrocentos reais) por mês.

Na Rádio Táxi com o menor custo, o taxista paga $530,00 (quinhentos e trinta reais) por mês, sendo entre as três formas do taxista trabalhar como maior custo. Para continuar tendo o ponto de Táxi como a principal fonte de renda e também como a referência para os passageiros, um trabalho de resgate dos pontos precisaria ser feito urgentemente.

Uma iniciativa poderia ser a união dos pontos de táxis por região, formando um único ponto via aplicativo próprio, formando assim um ponto virtual atendendo a região. Assim como as vantagens que hoje o táxi tem ante os concorrentes ilegais, o ponto de táxi virtual por região continuaria a dar ao passageiro o que ele mais presa no serviço dos taxistas da Capital paulista, segurança, confiança e bom atendimento.

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