Taxistas estão deixando morrer o único modelo que trouxe alguma união a categoria, os pontos de táxi.

Matéria veiculada na imprensa neste sábado demostração esvaziamento dos pontos de táxi, presidente do sindicato, Natalício Bezerra, afirma que estar tubo bem.

Em 2000, fiz o meu Condutax, passei a acompanhar tudo que envolvia o táxi da capital Paulista, minha fonte de informação foi meu cunhado, taxista há quarenta anos e a Folha do Motorista que eu pegava nos pontos de táxi. Me lembro bem de uma reportagem na Rede Globo onde destacava a qualidade dos táxis de São Paulo e da higiene.

No meu contato com os colegas de ponto – como não poderia ser diferente – conheci os dois tipos de taxista, um que entendia o seu táxi como sua ferramenta de trabalho, cuidando da manutenção e higienização. Naquele tempo -18 anos atrás – o taxista, na sua maioria, vinha das mais diversas profissões, seja por ter se aposentado ou pela opcao e pelas vantagens que a profissão oferecia. Os dois tipos humano de taxista pode ser resumido na frase que ouvi de um colega e que nunca esqueço; -“passageiro e assim, vai um vem oito”.

Essa frase representa um estado de espírito, demonstra  muito bem os dois tipos de profissionais e descortina, em parte, o surgimento dos aplicativos e a concorrência até então inexistente. O passageiro era menos exigente que nos dias de hoje, mas sempre tinha aquele que se queixava do carro sujo por dentro.

Muitos taxistas, ainda hoje, passavam dias sem aspirar o carro, não basta ter o carro limpo por fora, quando o passageiro entrar vai logo perceber. O carro limpo, taxista barbeado, sem odor forte de suor são situações que incomodam os passageiros, mesmo sem eles reclamarem, a mais impressão ficará e com certeza será comentado com outros passageiros.

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Mesmo com os problemas inerente ao convívio humano, uma coisa coisa  que demonstra a organização da categoria são os pontos de táxi com seus cordenadores. No mínimo são três cordenadores por ponto, eles tem a obrigação de zelar pelo bom funcionamento e cumprimento da normas estabelecidas pela portaria 2016/2016 que regulamenta os pontos de táxi na cidade de São Paulo, são eleitos para um mandato de dois.

Nesse momento de crise, de mudanças no serviço de transporte remunerado de passageiros, a atuação dos coordenadores deveria ser mais valorizada e utilizada como agentes de conscientização dos demais taxistas do ponto de táxi. Porém, o que vemos é que os coordenadores de ponto de táxi sas eleitos por força de lei, poucos são realmente imbuídos do espírito de lidetes de grupo.

O papel de formar esses líderes seria do sindicato, no entabto,  o próprio sindicato tem uma visão de corporação voltada para dentro, quando deveriam estar a frente dos acontecimentos. Os aplicativos não devem acabar com os pontos de táxi, mesmo com problemas de relacionamento, taxistas indisciplinados, a comunidade formada nos pontos de táxi representa algo muito positivo que temos, se há alguma união na categoria ela estar representada nos pontos de taxi.

Não explorar essa união, que surgiu organicamente, para combater a concorrencia desleal, a prevaricação do poder públiclco, é a prova cabal da falência do nosso sindicato e do modelo de gestão de pessoas do sindicalismo brasileiro.

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