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População enfrenta transtornos na volta para casa após Réveillon

Taxistas cobravam valores fixos, variando entre R$ 50 e R$ 150. A tarifa pela Uber ficou até seis vezes mais cara na volta para casa.

Com atitudes como essa fivca difícil reconquistar os passageiros e a aprovação de medidas que nos garanta a sobrevivência de nossa profissão.

Com a tarifa da Uber chegando a até seis vezes o valor normal e taxistas cobrando preços abusivos, os fortalezenses e turistas que foram ao Aterro da Praia de Iracema para acompanhar o Réveillon tiveram dificuldades na volta para casa. Após longas esperas na avenida Monsenhor Tabosa, muitos cederam aos valores elevados depois da festa.

A maior elevação do preço ocorreu entre 1 hora e 3 horas. Os taxistas cobravam pelo menos R$ 50 para viagens. Pessoas que tentavam negociar as corridas relataram valores de até R$ 150. Conforme O POVO apurou, os mototaxistas também cobravam tarifa fixa semelhante. Em visita a Fortaleza, o gerente de loja Fabrício Rodrigues, 38, ficou surpreso com os valores e a dificuldade do retorno. “Está uma droga! Estou com minha criança há duas horas procurando um táxi. Já tentei aplicativo também, mas não conecta”, reclamou o turista goiano.

Além da dificuldade em conseguir sinal de internet, quem tentou solicitar veículos por aplicativos como Easy Taxi e 99Taxis recebeu mensagem de indisponibilidade. Na avenida, a população tentava negociar com taxistas. A maioria circulava com taxímetro desligado. “Tentamos primeiro táxi. Por aplicativo, ligando, mas não tem. Uber também não dá. O carro não sai do lugar e a corrida, que eu pagaria R$ 9, está custando R$ 40”, relatou a educadora física Lígia Simões, 26.

Por volta das 3 horas, o aplicativo da Uber ficou indisponível para muitos usuários. As poucas pessoas que conseguiam atendimento enfrentavam tarifa mais cara. “Fiz esse trajeto ontem e custou R$ 10, hoje vai dar R$ 60. Mas não tem alternativa. Não tem táxi também”, comentou a estudante Jamille Trancoso, 19.

A Uber também ficou com preço elevado em alguns bairros da Cidade por volta das 20 horas, quando parte da multidão começava a chegar à orla. Na Maraponga, por exemplo, chegou a oito vezes o valor normal. No Pici, o aumento foi de seis vezes. No Bairro de Fátima, estava quase quatro vezes mais caro. A variação fez o estudante Marcelo Nogueira desistir do aplicativo. “O preço ficou muito alto. Estava R$ 60 para vir da Parquelândia para o Aterro. Nem táxi cobra tão caro. Achei melhor vir de ônibus mesmo”.

Conforme O POVO publicou no último sábado, 31, a orientação do Sindicato dos Taxistas (Sinditáxi) era de uso do taxímetro. “Taxímetro é feito para usar. É justo com os clientes e com o taxista”, afirmou Francisco Moura, segundo secretário da entidade. A Uber esclareceu que o preço variável é aplicado quando a demanda aumenta, para incentivar que mais motoristas se conectem. A empresa já projetava aumento dos valores entre 0 hora e 3 horas. Segundo a empresa, o mecanismo ajuda a equilibrar oferta e demanda.

Sobre Carlos Laia

Comandada por Carlos Laia , A Voz Do Taxista tem por objetivo levar a categoria dos taxistas informação, levantar o debate dos assuntos importantes para o desenvolvimento profissional de toda categoria.

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