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Proposta para liberação do UBER gera protesto dos taxistas

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Proposta que prevê liberação do Uber em Americana gera protesto de taxistas

Categoria marcou uma manifestação para esta quarta-feira contra a proposta de vereador tucano, que visa regulamentar o funcionamento do serviço

A Associação de Taxistas de Americana se mobiliza contra o projeto de lei protocolado na câmara na última sexta-feira, de autoria do vereador Marschelo Meche (PSDB), que autoriza e regulamenta o funcionamento do aplicativo Uber na cidade.

Um protesto está marcado para esta quarta-feira, em frente à sede do Poder Legislativo. Os taxistas prometem uma hora sem táxis no município, apenas com corridas já agendadas ou de urgência para unidades de saúde.

 

Americana proibiu o uso do Uber em agosto de 2015 com o objetivo de preservar a categoria dos taxistas e, também, garantir a segurança dos usuários. Se aprovado, o projeto de lei de Meche autorizaria que motoristas do Uber dividissem as corridas com os táxis na cidade.

Para isso, de acordo com a proposta, o motorista deverá ser cadastrado na prefeitura e ser morador de Americana por, no mínimo, cinco anos. Também precisaria ter curso de direção defensiva, contratar seguro para os passageiros e comprovar não ter fonte de renda formal.

O projeto de Meche ainda prevê uma sede da empresa responsável pelo aplicativo na cidade, o que possibilitaria o recolhimento de impostos pelo município.

 

Presidente de associação reclama que vereador não discutiu proposta com motoristas de táxis da cidade[/caption

 

Questionado sobre como será feita essa cobrança do imposto, já que o aplicativo não recebe pelas corridas, e sobre a viabilidade de se instalar uma sede da operadora na cidade, o vereador afirmou que ainda será preciso discutir esses pontos. “Fiz uma enquete sobre o Uber na minha rede social, com mais de mil participações, e 98,2% da população apoiam a iniciativa”, explicou o Meche.

Ele afirmou que defende ainda a liberação de vans e mototáxis para ampliar as opções de transporte à população, mas destacou que a aprovação do Uber é o “primeiro passo”. “Isso tudo tem que ser discutido, é um projeto, pode ser mudado. A gente colocou pra ver a reação. Caso seja positiva a gente vai dar continuidade”.

O presidente da associação, Ezequias Pereira de Carvalho, criticou o fato de a categoria não ter sido procurada para se posicionar sobre o assunto. “Nossa indignação é que ele [Marschelo Meche] não ouviu a classe, não sentou com a categoria, já fez a lei e protocolou. A gente entende que precisa melhorar, precisamos nos aprimorar para atender melhor. Mas os taxistas da cidade suportam a demanda. Com a crise, a demanda caiu quase pela metade”, argumentou.

O parlamentar autor do projeto rebateu que seu gabinete está aberto às demandas. Em função do protesto, o serviço de táxi estará suspenso, segundo Carvalho, entre 16h e 17h desta quarta-feira. Atualmente, existem 102 táxis cadastrados no município, que são conduzidos por taxistas permissionários e auxiliares.

Em nota, a Unidade de Transportes e Sistema Viário afirmou apenas que a liberação do Uber “deve ser discutida amplamente pela sociedade e autoridades”.

 

Fonte: O LIBERAL

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Sobre Carlos Laia

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