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Taxistas pressionam por julgamento de regulamentação do Uber em Salvador

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Dezenas de taxistas foram ao Aeroporto para protestar contra demora de decisão judicial

Taxistas contestam legalidade do Uber e pedem agilidade em processo (Foto: Hilza Cordeiro/CORREIO)

Cerca de 80 taxistas se reuniram no Aeroporto de Salvador, na tarde desta sexta-feira (2), para pedir celeridade no julgamento de uma ação para definir a legalidade do Uber na cidade. Por enquanto, os motoristas do aplicativo estão podendo rodar na capital graças a uma decisão liminar (provisória). “Nossas dificuldades têm mais de um ano, mas foi agravada no Carnaval quando o Ministério Público concedeu uma liminar liberando o aplicativo“, diz o presidente da Associação Geral de Taxistas (AGT), Dênis Paim.

Em carreata, os taxistas saíram da Alameda das Praias, em Stella Maris, rumo ao terminal, onde deram duas voltas e fizeram um buzinaço para chamar a atenção para o problema. “Nós estamos trabalhando muito mais horas para conseguir ganhar 50% do que tirávamos. Os taxistas estão sem conseguir pagar o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), os financiamentos, as contas em casa. Estamos com desgate físico e mental”, reclama o taxista Valdeck Pereira Gomes, 57.

Ainda de acordo com os profissionais, o problema se agravou com a crise econômica brasileira. Sem poder manter as contas em dia, muitos permissionários de táxi dispensaram motoristas auxiliares. “Então, é mais gente desempregada. Antes, a média de ganho semanal de um auxiliar era R$650, mas não se consegue mais pagar isso”, relata Valdeck.

“A gente não quer o fim da Uber, a Uber não vai parar. Só queremos que julguem a situação e digam como nós ficaremos. Têm que ser criadas condições possíveis para o nosso trabalho, numa concorrência justa”, defende outro taxista manifestante. De acordo com o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), o caso está nas mãos do desembargador José Olegário Caldas, que pediu vistas do processo – o que significa que a ação continua em pauta, mas ainda não será julgada. Ainda não há uma previsão de quando o processo voltará a julgamento.

Categoria em dificuldades

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Taxista há 20 anos, Jefferson Gomes Paim relata dificuldades da categoria e pretende mudar de ramo
(Foto: Hilza Cordeiro/CORREIO)

O taxista Jefferson Gomes Paim, 57 anos, diz que sua vida ‘desabou’ com a chegada do aplicativo Uber. “Eu tenho que partir para outro negócio. Ainda não sei o que fazer, mas não suporto mais, ninguém suporta. Meu carro tem seis anos e eu não tenho condições de comprar outro. A escola dos filhos, a energia, a conta de água não esperam. As dívidas se acumulam. Nossos colegas estão mesmo perdendo a saúde”, desabafou ele que recentemente colocou seu veículo e alvará à venda.

Taxista há 20 anos, Jefferson fazia cerca de 12 corridas trabalhando no ponto do Hotel Golden Tulip, no Rio Vermelho. “Hoje, de 30 corridas que saem de lá, apenas uma é no táxi. Tá todo mundo pedindo com celular na mão, enquanto nós pagamos R$ 150 ao hotel só para poder ficar no ponto”, conta.

No aeroporto, muitos dos taxistas presentes não sabiam da manifestação, mas apoiaram o ato. “Somos uma classe desunida. Boa parte do pessoal daqui não ficou sabendo desse protesto, mas a gente apoia a pressão. Sou taxista há mais de 20 anos, estou com dois meses de INSS atrasado e mais quatro de financiamento do carro sem conseguir pagar”, conta Paulo Cézar Cerqueira, que roda no terminal. A movimentação causou congestionamento na entrada do aeroporto. O Batalhão Turístico da Polícia Militar acompanhou o protesto de perto.

Manifestações

No dia 24 de maio, a AGT reuniu cerca de 300 taxistas no Centro Administrativo da Bahia (CAB), que seguiram em direção ao Tribunal de Justiça (TJ-BA), protestando pelo mesmo motivo. Durante a manifestação, os taxistas fizeram um homenagem ao ex-taxista Carlos Alberto Pinho, que se suicidou na tarde desta terça-feira (23). Todos os veículos estão com a inscrição de ‘luto’.

Na ocasião, o secretário municipal de Mobilidade Urbana, Fábio Mota, disse que a prefeitura vai continuar considerando o serviço do Uber como clandestino até que o projeto que regulamenta o transporte remunerado individual por meio de aplicativos seja votado no Senado. A matéria determina as regras para essa atividade em todo o país e foi aprovado pela Câmara dos Deputados em abril deste ano.

Fonte: CORREIOS BAHIA

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Sobre Carlos Laia

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