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Taxistas de Santos se unem para melhorar o serviço

Fonte: A Tribuna

Encontro realizado pela categoria busca soluções para enfrentar a crise

Faturamento dos taxistas caiu pela metade após a chegada de aplicativos. (Foto: Carlos Nogueira)

 Impedir a chegada de aplicativos de celular para transporte de passageiros não deve mais ser o caminho, na opinião dos taxistas. Um encontro realizado na quinta-feira (27), em Santos, quer conscientizar a categoria de que é preciso qualificar o serviço prestado, sem esquecer de reivindicar a regulamentação dessas plataformas, para que a concorrência seja ‘mais leal’.

Táxi e o Caminho contra a Crise foi o tema do evento, realizado no Mendes Plaza Hotel. O encontro teve a participação de profissionais e sindicatos da região, além de entidades nacionais dos taxistas.

“O serviço em Santos é bom, mas estamos buscando a excelência”, define o presidente do Sindicato dos Taxistas, Samuel Fonseca. Segundo ele, carros novos e limpos e motoristas bem vestidos e gentis são indispensáveis.

Nos últimos meses, seja pela crise ou pela entrada de aplicativos como Uber e Cabify, o faturamento dos taxistas caiu pela metade, dizem os sindicatos. A categoria, então, resolveu investir em qualificação profissional para recuperar a clientela.

Na abertura do encontro, o advogado Fabio Godoy Teixeira da Silva explicou a proposta em tramitação no Congresso sobre a regulamentação dos aplicativos. Para ele, a proposta aprovada pela Câmara, e que deve ser votada no Senado em regime de urgência, é a ideal.

“Coloca algumas regras básicas para que cada município legisle sobre o assunto”, defende. “Os próprios uberistas preferem a regulamentação, porque hoje você tem muitos aventureiros”, diz Godoy, que trabalha para a Associação Brasileira das Associações e Cooperativas de Motoristas de Táxi (Abracomtaxi) e para a Associação das Rádio Táxi de São Paulo (Artasp).

“Se tem que ser, que se criem regras que permitam uma concorrência leal, que seja boa também para o passageiro, principalmente em relação à segurança”, opina Edmilson Americano, presidente da Abracomtaxi.

Segundo o diretor presidente da CET-Santos, Rogério Vilani, que acompanhou o evento, uma decisão sobre a legalização dos aplicativos em Santos ainda não foi tomada porque se espera que o Congresso decida o que fazer. “É importante aguardar o que está sendo decidido em Brasília para que tenha um alinhamento”, justifica.

Fiscalização 

Já sobre a fiscalização do serviço, defendida pelos taxistas, já que, por ora, é clandestino, Vilani disse que a CET já recebeu 50 liminares autorizando a circulação do Uber. As decisões, no entanto. são individuais.

“Fica inviável você ter uma conduta de fiscalização diferente para um grupo e para outro. Então a gente está fiscalizando a questão de transporte coletivo como um todo, mas não estamos focados em Uber”, completou Vilani.

Inspiração no coach 

Assim como tantas outras categorias, a dos taxistas precisa se reinventar. Essa é a opinião da psicóloga e coach (profissional que auxilia na reflexão sobre objetivos e como alcançá-los) Lena Almeida, que participou do encontro de ontem. Durante sua palestra, ela tratou de fazer com que os trabalhadores pensassem em como melhorar.

“Não é só o táxi que está sofrendo toda essa revolução. Todo mundo está sendo impactado por essa coisa chamada tecnologia (se referindo a tudo que o aparelho de celular é capaz de fazer)”, diz Lena.

A coach propôs um exercício que pode ser feito por qualquer profissional: listar o maior número de ideias que precisam ser mantidas no trabalho, porque são benéficas. Depois, listar aquelas que precisam ser deixadas de lado. Por fim, escrever no papel o que é preciso começar a fazer para as coisas melhorarem.

“Em vez de matar quem está chegando, precisamos pensar em como coexistir, melhorando e aprendendo com aqueles que estão fazendo algo diferente, por que é isso que está acontecendo em todas as categorias”, explica Lena.

Ainda de acordo com a especialista, ninguém pode esperar que outros – o governo, por exemplo – façam aquilo que está ao nosso alcance. “O cliente quer o melhor. Isso se traduz em cortesia, olhar no olho e resolver o problema do cliente”, cita, no caso dos taxistas.

Sobre Carlos Laia

Comandada por Carlos Laia , A Voz Do Taxista tem por objetivo levar a categoria dos taxistas informação, levantar o debate dos assuntos importantes para o desenvolvimento profissional de toda categoria.

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