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Trânsito deve ser tratado com mais educação e humanização, diz novo secretário da Semtran

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Fonte: http://www.rondoniagora.com/geral/transito-deve-ser-tratado-com-mais-educacao-e-humanizacao-diz-novo-secretario-da-semtran

Trânsito deve ser tratado com mais educação e humanização, diz novo secretário da Semtran

Com foco na educação de trânsito para a primeira fase da gestão municipal, o novo secretário de Transportes e Trânsito de Porto Velho (Semtran), Marden Ivan de Carvalho Negrão, está trabalhando em uma nova forma de abordagem.

Marden diz que conversou com mototaxistas, taxistas, vendedores, e por onde passava perguntava das pessoas o que estavam achando do trânsito da cidade. “Todo mundo reclama muito do trânsito, e quando reclama é do semáforo, da sinalização, mas se for perguntar a um amigo ‘você viu aquele homem como vazou o sinal, ou aquele outro parado em fila dupla?’, todo mundo sabe que aquilo está errado, mas todo mundo esquece de falar daquilo. Se a gente incentivar só a aplicação de multa e não orientarmos sobre aquela conduta, isso nunca vai mudar”, explica.

Para isso, o novo secretário está trabalhando a educação.
“Precisamos trabalhar isso no sentido mais generoso da palavra educação. Quando você está bem instruído, não interessa a sua profissão, que tudo que você aprendeu vai aplicar corretamente.
Quando se tem segurança de uso do viário, sabe-se que a prioridade de tudo começa no tratamento com o pedestre, depois com o ciclista, motociclista, cuidado com o veículo individual, e depois no coletivo, no veículo de carga, seguindo uma hierarquização de tamanho e força”.

Marden Negrão tem se reunido diariamente com os agentes de trânsito para transformar a ideia e refletir em uma forma de abordagem mais humana. “Por isso estamos transformando nossos agentes de trânsito em educadores de trânsito, porque eles tem que ter também essa visão de saber orientar e aplicar a regra punitiva de maneira didática. Temos conversado, estou conhecendo o procedimento da instituição. Eles eram tratados como pelotão, tinham fardamento, horário rígido, e um comportamento meio diferente do que a gente quer. A gente quer que eles sejam educadores e não guardas. Eles não são guardas de trânsito, eles são agentes”, considera.

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O quadro de agentes de trânsito da Semtran conta com 86 servidores, entre homens e mulheres. “Nosso principal desafio é institucionalizar a secretaria, para que ela fique tão clara para o munícipe e para o prestador de serviço que cuida de trânsito e de transporte, que quando o agente chegar, o cidadão saiba que por trás desse servidor tem toda uma estrutura que cuidou, orientou, caucionou, preparou, para que ele chagasse com aquela atitude educativa ou punitiva. A nossa campanha é de educação”, completa o secretário.

Marden conta com a experiência de 25 anos de serviço junto à Companhia de Engenharia de Trânsito de São Paulo do engenheiro também recém chegado a Porto Velho, Flávio Murilo Torres. “Temos dois estudos volumosos que foram entregues à prefeitura na época da construção das hidrelétricas, que nós vamos avaliar o que pode ser aplicado à cidade, devem balizar a gente em muita coisa. Todo conhecimento a gente tem que aproveitar e respeitar”, avalia.

“Temos o planejamento de sincronização online em horários de pico, provocando o que chamamos de onda verde. Nem todos os semáforos da cidade tem o chip necessário para o uso desse procedimento, ou por serem antigos ou apenas por falta da instalação do chip mesmo. Estamos trabalhando nesse sentido, para dar mais fluidez ao trânsito em alguns pontos críticos em determinados horários”

A fiscalização continua ativa, porém com a busca pela melhoria na forma de abordagem e interação com as pessoas. “Na volta às aulas, vamos começar a trabalhar essa educação nas escolas, orientando as crianças para serem multiplicadores dessa ideia, além de aprender desde cedo, transmitirem essa visão aos pais e adultos que as rodeiam”.

O prédio da secretaria também já passou por melhorias, pintura e limpeza, inclusive com a retirada do mato que rodeava todo o muro da instituição. “Temos que dar exemplo, se o prédio público é sujo, a população também não tem motivação para limpar sua casa, e a cidade fica feia por falta dessa atenção. O exemplo tem que partir de nós”, concluiu.

Sobre Carlos Laia

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