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Uber vai encerrar serviços na Dinamarca após menos de três anos

Empresa cita nova lei com exigências para serviço de táxi como motivo para a medida

COPENHAGUE E NOVA YORK – O Uber vai encerrar suas atividades na Dinamarca no próximo mês em função de uma lei de táxis que define novas exigências para motoristas, como a obrigatoriedade de taxímetros, informou a empresa nesta terça-feira.

A companhia tem enfrentado problemas na Dinamarca desde 2014, com sindicatos de taxistas, empresas e políticos reclamando que o Uber representa concorrência desleal ao não atender os padrões legais exigidos para empresas de táxi estabelecidas

Segundo a empresa, há cerca de 2 mil motoristas e 300 mil passageiros no país. Em comunicado, o Uber informa que as operações na Dinamarca serão encerradas no dia 18 de abril.

“Para operarmos na Dinamarca de novo, as regulações propostas precisam mudar. Vamos continuar a trabalhar com o governo na esperança de que eles atualizem as regras propostas e permitam aos dinamarqueses aproveitar os benefícios de tecnologias modernas como o Uber”, afirmou a empresa em comunicado.

 

Apesar das ambições do governo liberal, que é minoria, para desregular o serviço de táxis e acomodar novas iniciativas como o Uber, a lei aprovada em fevereiro introduz medidas como a obrigatoriedade de um aparelho que meça o valor da corrida e sensores nos bancos.

— Quando eles (Uber) começaram dois anos e meio atrás, era ilegal, e foi considerado ilegal muitas vezes. A nova lei não mudou isso — disse à Reuters Jan Villadsen, presidente da seção de transportes do maior sindicado da Dinamarca, o 3F.

De acordo com Villadsen, a saída do Uber vai ajudar 6 mil taxistas da Dinamarca a manterem seu ganha pão.

EMPRESA TEM POUCAS MULHERES

Outra informação divulgada nesta terça-feira pela empresa foi avaliada negativamente. O primeiro informe sobre diversidade na equipe de funcionários do Uber mostrou que há poucas mulheres no quadro.

Em geral, as mulheres representam 36% da força de trabalho da Uber, pouco mais de um terço dos trabalhadores. Embora seja baixo, o número é ainda menor em outras empresas. Na Google, elas são apenas 31%, e na Apple, 32%.

 

Contudo, quando se consideram apenas os trabalhos de tecnologia, como engenharia, o desempenho do Uber fica aquém do das duas outras grandes do setor: na gigante das buscas, elas ocupam 19% dos cargos de tecnologia; enquanto na fabricante do iPhone as mulheres representam 23%.

O documento detalha, ainda, que 15% do quadro geral da companhia tem vistos de trabalho.

O relatório — que não considera as mulheres motoristas na conta — foi divulgado em um momento tenso para a companhia, que enfrenta acusações de assédio moral segundo relatos de uma ex-funcionária.

 

Fonte: O GLOBO

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